A nossa homenagem a amiga LICIA MELLO, que faleceu ontem dia 28 de agosto de 2010
LUTO
A vida é injusta para quem luta
Mais injusto ainda, é morrer
Depois de lutar e conseguir ganhar Pensar na vida é preciso Mais pensar na morte é fundamental
É injusto perder depois de ganhar É injusto viver e não realizar
Então vamos acreditar
Que existe uma vida após a morte
E que o que nos faltou aqui
Venha a si realizar por lá
Eu não quero apenas ter esperanças
Quero confortar meu coração
Pois você estará sempre em nossas lembranças
Não importa onde você esteja ou não.
Venho sempre recebeu solicitações, para postar fotos antigas de Cachoeira. E dando continuidade do projeto "Cachoeira - Memórias", estarei postando fotos antigas e fotos recentes de nosso patrimônio material, para a nossa reflexão.
"Preservar o patrmônio Cultural, é alfabetização"
(Drummond de Andrade)
Convento de Santo Antonio do Paraguaçu (conhecido como Convento de São Francisco)
FESTA DA BOA MORTE - FÉ E RELIGIOSIDADE DE UM POVO
A festa sagrada tem rituais estabelecidos e seguidos à risca há mais de 150 anos pelas mulheres da Irmandade. No primeiro dia, as irmãs fazem o cortejo com o esquife de Nossa Senhora saindo da Capela D’Ajuda em direção à capela da Irmandade. Lá, é celebrada uma missa em memória das almas das irmãs falecidas, seguida da sentinela e da Ceia Branca, composta por pão, vinho, peixes e frutos do mar, sem dendê.
No segundo dia, uma missa simbólica de corpo presente abre a programação, seguida da procissão de enterro de Nossa Senhora da Boa Morte. A parte religiosa se encerra no terceiro dia da festa, com missa de Assunção de Nossa Senhora da Glória e procissão percorrendo as ruas da cidade. Logo depois, as irmãs almoçam com convidados na sede da Irmandade.
TVE Bahia exibe documentário sobre o Esmola Cantada
A TVE Bahia exibe neste domingo, 08/08, às 19 horas, o programa Especial TVE - Esmola Cantada sobre o Grupo Cultural Samba de Roda Esmola Cantada. O documentário desvenda as histórias da entidade, formada em Cachoeira há mais de 50 anos no bairro da Ladeira da Cadeia a partir da devoção à Santa Cruz instalada no local, e traz entrevistas com integrantes e organizadores do grupo falando sobre sua história, transformações do bairro e da cidade, ritos da festa e a tradição da religiosidade popular. A locução do documentário é de Mateus Aleluia, cantor e compositor cachoeirano e ex-Tincoãs.
Ponte metálica do final do século XIX. A construção da Estrada de Ferro Central da Bahia tinha como finalidade facilitar o escoamento da produção mineral da Chapada Diamantina. A rigor, bastaria chegar ao Porto de S. Félix, mas Cachoeira a segunda cidade do Estado, pressionou para que nessa oportunidade se concretizasse o seu velho sonho de cruzar o Paraguaçú, incorporando o Distrito de S. Félix à cidade e garantindo o seu acesso à região das lavras. Um primeiro projeto de ponte, apresentado pela "Paraguassú Steam Tramroad Company" e firmado pelo Eng. E.B. Webb, não foi executado. Deveria ficar situada 200m a jusante da atual e tinha 20 vãos, totalizando 350m . A atual, com apenas quatro vãos e 365m de comprimento, lançou mão da tecnologia mais avançada da época. Em sua construção foram utilizados os mais novos equipamentos disponíveis, como bombas centrífugas, guindastes móveis acionados a vapor e rebitadores hidráulicos. As treliças vieram em grande parte prontas da Inglaterra .Esta estrutura foi, com justa razão, considerada a mais importante ponte ferroviária realizada na América do Sul até então e constitui um dos mais relevantes marcos históricos da engenharia brasileira.
Histórico arquitetônico:
1754 - Primeiro intento de construção da ponte.
1816/26 - Cogita-se construir ponte de madeira .
1859 - Tentativa, sem êxito, de construção da ponte .
1865 - Lei Geral, de 16/I, autoriza a concessão de uma ferrovia ligando Cachoeira a Lavras Diamantina e a Feira. Os projetos da estrada e da ponte são aprovados, mas a "Paraguassú Tramroad Company Ltda" faliu, em 1869, só tendo construído 25Km do ramal de Feira .
1874 - Os trabalhos são retomados pela "Brazilian Imperial Central Bahia Railway Company Limited", sucessora da primeira e re-estruturada pelo Eng. Hugh Wilson .
1881 - É lançada a pedra fundamental da ponte, em 22/XII. As obras foram dirigidas pelo Eng. Frederico Merei, sob a fiscalização do Eng. Affonso G. da Cunha Maciel .
1883 - Em outubro, é iniciada a montagem da superestrutura com auxílio de guindaste a vapor sobre trilhos.
1885 - Após provas de resistência, a ponte é inaugurada em 7/VII desse ano pelo Presidente da Província.
1887 - É aprovada tabela de pedágio para a ponte. O controle inglês da ferrovia foi transferido, já na República, para o Governo Federal .